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Mesmo entre as maiores do estado, Codó fica fora das melhores cidades para se viver no Maranhão

O IPS avaliou os 217 municípios maranhenses com base em 57 indicadores sociais e ambientais, distribuídos em três dimensões: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-Estar e Oportunidades.

Apesar de figurar como a sétima cidade mais populosa do Maranhão, Codó ficou fora da lista dos municípios com melhor qualidade de vida no estado, segundo o Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2025. O dado chama atenção — e gera críticas — ao revelar que o município foi superado por cidades bem menores, como Açailândia, Pedreiras, Raposa, São João dos Patos e Pastos Bons, que apresentaram desempenho social superior no levantamento.

O IPS avaliou os 217 municípios maranhenses com base em 57 indicadores sociais e ambientais, distribuídos em três dimensões: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-Estar e Oportunidades. Enquanto a capital São Luís lidera o ranking estadual, Codó sequer aparece entre os dez primeiros, reforçando a percepção de que o crescimento populacional não tem sido acompanhado por avanços estruturais e sociais.

A ausência de Codó entre as cidades mais bem avaliadas ocorre após um longo ciclo político praticamente ininterrupto. Atualmente, o município é administrado pelo empresário Chiquinho do PT, que já exerce forte influência política local há anos. Antes disso, a Prefeitura esteve sob o comando de Zito Rolim, aliado histórico de Chiquinho, entre 2009 e 2016, e, em seguida, do filho do atual prefeito, o também empresário Francisco Nagib, de 2017 a 2020. Mais recentemente, o cargo foi ocupado pelo médico Zé Francisco, entre 2021 e 2024.

Somados, são 17 anos de gestões desastrosas, período que, segundo o IPS, não foi suficiente para posicionar Codó entre os municípios com melhor desempenho social no Maranhão. O resultado comprova a ineficiência administrativa, falta de prioridades de investimento e ausência políticas públicas de longo prazo, especialmente em áreas essenciais como saneamento, oportunidades econômicas, bem-estar social e qualidade dos serviços públicos.

Em contraste, municípios com populações significativamente menores conseguiram avançar em indicadores ligados à moradia, acesso a serviços básicos e oportunidades, demonstrando que tamanho populacional e orçamento não são, isoladamente, garantias de progresso social.

Os números do IPS Brasil 2025 colocam Codó diante de um diagnóstico incômodo: a cidade cresce, mas não avança no mesmo ritmo em qualidade de vida — um alerta que expõe falhas acumuladas ao longo de sucessivas gestões e cobra respostas concretas do atual comando político.

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