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Flávio Bolsonaro assina pedido de CPI sobre o “Caso Master” e propõe ampliar investigações

O objetivo é estender as investigações às atuações de Fernando Haddad (Ministro da Fazenda) e Gabriel Galípolo (presidente do Banco Central), alegando a existência de condutas suspeitas.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) oficializou, na tarde desta segunda-feira (9), sua assinatura no requerimento de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a conduta dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, no âmbito do Caso Master. A adesão do parlamentar ocorreu logo após o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) confirmar que o pedido já havia atingido o quórum mínimo de 27 assinaturas necessárias para o protocolo no Senado Federal.

Além de apoiar a abertura da comissão, Flávio Bolsonaro — que se posiciona como pré-candidato à Presidência da República — anunciou que pretende apresentar um requerimento para aditar o escopo da CPI.

O objetivo é estender as investigações às atuações de Fernando Haddad (Ministro da Fazenda) e Gabriel Galípolo (presidente do Banco Central), alegando a existência de condutas suspeitas que, segundo o senador, serão detalhadas em breve.

Apoio parlamentar e ausência governista

Até o momento, o pedido de CPI conta com o apoio de 29 senadores, após as assinaturas de última hora de Flávio e do senador Dr. Hiran (PP-RR).

A lista de signatários é composta majoritariamente por parlamentares da oposição e de partidos independentes, destacando-se nomes como Sergio Moro (União/PR), Hamilton Mourão (Republicanos/RS) e Rogério Marinho (PL-RN). Notavelmente, nenhum senador da base governista (PT) assinou o documento até o fechamento desta tarde.

O avanço da CPI coloca o Senado em uma posição de confronto direto com o Judiciário e setores da equipe econômica do governo.

Caso a comissão seja instalada, o foco inicial será apurar as decisões judiciais relacionadas ao Banco Master, mas a pressão da ala bolsonarista para incluir nomes do Executivo e da autoridade monetária sinaliza que a comissão pode se tornar um novo foco de instabilidade política entre os poderes em 2026.

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